XXV Semana de História da Unesp e XI Encontro Transfopress Brasil
Imprensa e Alteridades – imprensa negra, indígena, feminina e estrangeira no Brasil (séculos XIX e XX).
Prazo para as Propostas de Simpósios estão abertas até 30/4/2025.

Publicado em 31/03/2025

CHAMADA

Encontram-se abertas as inscrições para a XXV Semana de História da Unesp e XI Encontro Transfopress Brasil – Imprensa e Alteridades – imprensa negra, indígena, feminina e estrangeira no Brasil – séculos XIX e XX, FCHS, campus de Franca, São Paulo. O evento será presencial e composto por Conferências, Mesas-Redondas e Simpósios.

A XXV Semana de História da Unesp e o XI Encontro Transfopress Brasil – Imprensa e Alteridades – imprensa negra, indígena, feminina e estrangeira no Brasil – séculos XIX e XX têm a intenção de reunir em um mesmo evento pesquisadores sobre a história da imprensa publicada no Brasil nos séculos XIX e XX que contemplem a perspectiva de grupos historicamente marginalizados como negros, indígenas, mulheres e imigrantes a fim de dar relevo às investigações em curso e estimular novas contribuições.

Os estudos sobre a imprensa periódica têm se multiplicado devido à facilidade de acesso ao corpus ocorrida a partir de extensos projetos de digitalização. A segmentação temática, portanto, é uma consequência desse aumento de interesse, abrindo para campos a serem explorados com maior rigor. É o caso da imprensa feita por grupos específicos e/ou a eles direcionados, em geral nichos que obedecem a uma lógica diversa da grande imprensa, tratando de seus interesses particulares e contemplando demandas muitas vezes apagadas ou relegadas a um segundo plano pelos interesses de grandes grupos empresariais.

A imprensa nascida no seio do movimento negro, por exemplo, muitas vezes com clara plataforma antirracista, tem ganhado cada vez mais visibilidade e é preciso que se destaque a importância desses órgãos que, desde o século XIX, colocaram em evidência a necessidade de se discutir a questão sempre central da substituição da mão de obra escravizada no país e os destinos de uma enorme parcela da população que se viu privada do pleno exercício da cidadania no pós-abolição. Articulando-se a isso, apareceram as discussões sobre imigração que tiveram (particularmente) na imprensa alófona (imprensa em língua estrangeira publicada no Brasil) um suporte de discussão fundamental, uma vez que jornais e revistas editados por tais grupos instalados no Brasil tinham como uma das preocupações centrais a questão de sua adaptação à terra de acolhida, processo frequentemente conflituoso. Enquanto a imprensa feminina, feita para ou por mulheres, tem sido cada vem mais utilizada como objeto ou fonte de pesquisas que têm revelado sua importância frente a um panorama nem sempre favorável às escritoras-jornalistas. Embora presentes nos cenários os mais diversos, da grande à pequena imprensa, participando como colaboradoras em seções ou estando à frente de jornais e revistas especializados, mulheres nem sempre tiveram a visibilidade proporcional à importância do papel que exerceram. Por fim, a imprensa indígena também está contemplada nesta chamada, ainda que menos numerosa que os demais casos expostos. Novas pesquisas têm demonstrado a existência de títulos que se dedicaram à causa indígena e que abriram espaço à participação de suas lideranças, tornando-se, assim, instrumentos que se somam à luta pelos direitos dos povos originários.

Serão recebidas propostas para Simpósios Temáticos e Cursos e a Comissão Científica ficará responsável pela seleção. Após a publicação das propostas de Simpósios Temáticos e Cursos aceitos, serão abertas inscrições para Comunicações (a serem selecionadas pelos coordenadores dos Simpósios Temáticos) e para os Cursos.

O evento se dividirá em quatro eixos principais: Imprensa periódica Negra, Imprensa periódica Indígena, Imprensa periódica Feminina e Imprensa periódica Alófona. Estes poderão ser abordados de uma perspectiva social, política, econômica e/ou cultural a partir da escolha de um tema ou da articulação de um ou mais temas sugeridos abaixo ou outros que se coadunem com uma visão crítica, sempre tomando como fonte de análise da imprensa periódica publicada nos séculos XIX e XX no Brasil, constituída como o suporte da atuação desses indivíduos ou grupos. São exemplos de publicações periódicas: jornais, revistas, almanaques, boletins, anais e catálogos.

. Políticas de inclusão/exclusão
. Vida pública e privada
. Mão de obra e trabalho
. Abolição
. Imigração e colonização
. Cidadania e voto
. Diplomacia
. Movimento negro
. Racismo/Antirracismo
. Feminismo/Antifeminismo
. Corpo e sociedade
. Moda e comportamento
. Violência, crime e repressão
. Vida artística e espetáculos
. Educação e letramento
. Vida esportiva/
. Cultura Visual
. Mediadores: intelectuais, profissionais do impresso, amadores, ativistas, editores, jornalistas, articulistas, colaboradores, tradutores, correspondentes etc./

INSCRIÇÕES E MAIORES INFORMAÇÕES, USE O QRCODE ABAIXO OU ACESSE:

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